Desliguem seus celulares
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
re(VER)berar
Experiência três (liberdade)
O espaço de intensa circulação convoca ao transeunte reproduzir a rapidez. Daí propor uma caminhada lenta hora me parece uma forma de compor novas dinâmicas e uma forma de me lançar uma pergunta ao meu corpo: como criar uma zona de silêncio em meu corpo, organizar um corpo que desorganiza. Construir um corpo que desconstrói sendo poroso e compor as tais novas dinâmicas no acontecimento da Galvão Bueno? O problema eu percebi hoje, é que o preço dessa organização integra que desorganiza é a tensão da cervical, ombros, lombar, calcanhar. Hoje eu me divertir muito fazendo essa experiência. E assim abro mais uma possibilidade de construir um campo de espanto e cumplicidade com os transeuntes
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Ps: Ação aconteceu na Galvão Bueno av de intensa circulação de pessoas e de comercio popular no bairro da liberdade. Consistia (A ação) em caminhar o mais lendo possível em grupo. Percurso longo, provocador e provocante.
O trecho reproduzido a cima é a impressão que escrevi e compartilhei com os Colegas de coletivo. Agora com vocês faço durar e transbordar o fim de semana.
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Ps: Ação aconteceu na Galvão Bueno av de intensa circulação de pessoas e de comercio popular no bairro da liberdade. Consistia (A ação) em caminhar o mais lendo possível em grupo. Percurso longo, provocador e provocante.
O trecho reproduzido a cima é a impressão que escrevi e compartilhei com os Colegas de coletivo. Agora com vocês faço durar e transbordar o fim de semana.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ponto de fuga: Rascunho
Continuando a proposta de abrir os registros feitos no "caderno verde" e com isso abrir novos campos de acontecimentos.
Entre agosto e dezembro de 2011 na oficina o Corpo do interprete com o Ricardo Iazetta. Foi proposto que a oficina pudesse ser um lugar onde cada um dos integrantes fizesse uma reflexão sobre o corpo e sobre o interprete.
Uma das questões que acabou sendo muito cara para mim é em relação à presença do interprete em um lugar extra cotidiano. Lembrei que tenho uma questão antiga com o vídeo, com a imagem virtualizada e sua relação com a presença física do interprete. Pensava e penso nesse campo de acontecimento onde a presença física e a imagem virtualizada possa se dá: interferência, composição, camadas e assim criar um corpo novo (Deixo o corpo novo em negrito por ser uma possível questão) Nesse mesmo período estive num estudo que tinha como base a peça A casa de bonecas e a intervenção urbana.
Uma das ações realizadas consistia em namorar uma manequim na praça da liberdade. Ação que foi pra outro lugar. Hoje revendo os registros dessa ação sinto um tom muito político e até critico na ação. Esse tom político deixo também naquele estado de silêncio Esta ação de trocas de caricias, conversas e discussões da ação mais a questão da presença é o que motivou a ação que ta registrada. Não há uma estrutura dramatúrgica bem definida, mas a questão da presença física e a presença virtualizada, no caso da ação registrada em vídeo e depois registrada em fotografia, é o mote. Pelo menos até a próxima vez que re ver esse material.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ponto de fuga: Propulsão
Registro da ação realizada entre maio de 2011 e janeiro de 2012. Retirada no caderno verde que me acompanhou durante o ano. A ideia com essa abertura do registro tem haver com o projeto para esse ano de que criar pontes e zonas de acontecimentos entre minhas criações e a filosofia e propor novos acontecimentos a partir dessas pontes.
De ter o quinto volume do livro Capitalismo e esquizofrenia do Deleuze como detonador desse processo.
No principio enchi esse post de citações e autorreferências, mas por hora prefiro deixar essas vozes em silêncio reverberando nas ações e nas madrugadas sem sono ou até o momento em que algo aconteça e transborde essas coisas todas.
Ação inspirada no conto “amor” de Clarice Lispector
Percorrer um trajeto previamente definido do ponto A ao ponto B. Trajeto que tivesse um valor afetivo. E fazer esse caminho que sempre fiz de ônibus ou de metro de outra forma. Durante o trajeto eu teria algumas ações previamente definidas e outras que o próprio percurso me apresentaria.
A ação foi realizada três vezes. E as três vezes de formas muito diferentes.
1º Escolhi caminho que sempre faço para ir para a faculdade – ônibus- metro- ônibus. E as ações não estavam bem elaboradas e o registro dessa ação se perdeu.
2º No caminho para a faculdade eu iria escolher um trecho e fazer esse caminho de uma forma que nunca fiz na vida. A escolha desse trecho poderia ser escolhida ao acaso, previamente ou sob qualquer outro critério que se apresentasse para mim na hora. O trecho escolhido deveria ser cumprido com ações que eu nunca fiz. Tudo deveria ser novo justamente para abrir um campo de deriva na cidade.
3º A primeira idéia era levar essa experiência para a sala de ensaio e transformá-la em alguma coisa. A sensação e a memória corporal, as fotos e o desenhos deveriam ser traduzidos em movimentos simples ou algo mais elaborado como uma cena.
Mas tudo se transformou com a re leitura de um artigo da Sueli rolnik sobre uma cartografia da cidade que fosse construída a partir de afetos. Esse artigo tem me acompanhado há muito tempo em silêncio no meio de muitos outros artigos, livros, textos. Enfim. A idéia é pensar na cidade como fluxo de geoafetivo. Na cidade como um campo aberto de experimentação e experiência e criar uma cartografia da cidade partindo desse lugar. Fiquei um tempo lendo e relendo esse texto e cada releitura ia me aproximando de outros textos, referências, desejos. Até que pensei numa terceira ação que fosse a transformação das duas primeiras ações e dos afetos que estas ações me geraram.
Achei um mapa do DO IN entre as paginas desse texto. Do in é uma prática da medicina chinesa que pensa a mão e o pé como uma espécie de cartografia do corpo. Daí você toca num ponto do pé ou da mão e ativa uma região do corpo. É lindo!
Daí desenhei no meu um mapa afetivo com uma caneta vermelha. Depois com uma linha de costura vermelha cobri o meu pé. E passei um tempo com o pé modificado. Refiz o trecho com o pé modificado. Registrei e retirei a linha. O mapa afetivo dessa ação ficou não foi apagado de imediato, pois queria que o seu apagamento fosse de forma gradual e natural.
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